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Pandemia e produtividade

A pandemia da Covid-19, que afeta o mundo há mais de um ano, não deixou apenas os mercados confusos e instáveis, mas, principalmente, as pessoas. Além de todos os estresses que envolvem uma pandemia, muitos trabalhadores passaram a receber uma sobrecarga de tarefas. Um grande número deles, precisou juntar os afazeres domésticos e as atividades profissionais dentro de um mesmo lugar. Mães com filhos em casa, gerenciando as questões domésticas, da escola online, profissionais, as reuniões pelo Zoom, Teams e outros... Isso sem falar nas exigências externas que acabaram pressionando muitos e muitas a participar de cursos, lives, maratonas de exercícios, desafios na cozinha e muito mais. Falamos sobre essa pressão há alguns posts atrás - veja aqui. Nos primeiros meses o excesso parecia ok e até divertido, mas, agora, no segundo ano de pandemia, o pacote ficou pesado e exaustivo. Muita gente não dá mais conta de atender inúmeras reuniões online, responder às chamadas dos filhos, da faxina, da cozinha e da academia de ginástica ou da yoga. E com isso, o desânimo parece que se espalhou pelos mais distintos segmentos da sociedade. Para aumentar o peso do pacote, ainda temos os problemas econômicos, com muitas empresas enfrentando dificuldades, políticos e sociais do país, além do medo do desemprego, o aumento da inflação e a insegurança gerada por todas essas coisas juntas. Não é à toa que os terapeutas estão com as agendas cheias e os planos de saúde passaram a se preocupar mais com a saúde mental de seus associados. O resultado desse processo está exposto e só não vê quem não quer. E, infelizmente, muitos ainda preferem não ver o que está acontecendo. Mas o fato é que as angústias geradas pelo próprio confinamento, a falta de contato pessoal com os amigos, os familiares e os colegas de trabalho agravam pequenas ansiedades que até então eram consideradas "administráveis". É complicado, mas para não cairmos nem para um lado (produtividade exagerada) e nem para o outro (marasmo e adiamento de compromissos), precisamos começar por um ponto: a força de vontade. Em seguida, é puxar pelo corpo, trabalhar a mente e se organizar. Ninguém é perfeito e nem pretende ser neste momento, mas é importante ter um foco que nos ajude a seguir em frente. E que tal começar por uma pesquisa sobre o seu mercado, para entender o que mudou, quais são as expectativas para o retorno da "vida normal" , conhecer a concorrência etc.? Outra ideia é, a partir disso, se aproximar do seu público investindo em um projeto de comunicação mais direcionado, com informações sobre sua empresa, o mercado em que ela atua, seus produtos, suas ações em prol da segurança etc. Esse é um bom momento para renovar seu material, planejar uma estratégia nova, mais agressiva e mais centrada no fortalecimento de sua marca. E o que você acha de combinar tudo isso com o engajamento da sua equipe em um projeto social? Independente do setor em que você atue, este último item é importante para a empresa, os funcionários, a sociedade e para você. O que não pode é tapar o sol com a peneira, insistindo em discursos "politicamente corretos", mas ignorando o entorno nas rotinas e posts das mídias sociais. Os influenciadores são importantes parceiros, e muitos acertaram a mão na pandemia, mudando o rumo e assumindo papéis que ajudam seus seguidores neste momento de crise. Já outros continuam em uma realidade paralela, que não é mais possível para quem pratica a empatia. Sabe aquela máxima da atriz Ilana Kaplan, que diz: "quer postar, posta! É de bom-tom? Não, não é de bom-tom". Esse filtro é imprescindível, e o toque da atriz serve não somente para os influenciadores, mas também para a sua conta pessoal e principalmente para a conta da sua empresa nas mídias sociais. De resto é ajustar as arestas, se adaptar e deixar a criatividade fluir. A "nova realidade" provavelmente vai ser mais enxuta, mas não menos competitiva.